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Taxonomia nos Cadastro de Materiais: o guia completo para estruturar, classificar e governar dados com eficiência

Taxonomia nos Cadastro de Materiais: o guia completo para estruturar, classificar e governar dados com eficiência

Tempo de Leitura: 8 min.

Como a categorização correta sustenta a qualidade dos cadastros, melhora compras e fortalece a gestão de materiais nas empresas industriais


A taxonomia nos cadastro de materiais é um dos pilares invisíveis — porém decisivos — da gestão de dados mestres. É ela que organiza, conecta e dá sentido às informações que circulam entre compras, manutenção, estoque, fiscal, contabilidade e diversas áreas que dependem de precisão e padronização para operar.


O que é taxonomia em cadastro de materiais?


Taxonomia é a divisão de itens em grupos de semelhança, de acordo com suas características e suas funcionalidades.


A ideia vem da biologia, mas no contexto corporativo está ligada à organização lógica de informações. É a base que permite estruturar uma grande massa de itens dentro de grupos coerentes, facilitando o uso, a gestão e a tomada de decisão.


Na prática, a taxonomia nos cadastro de materiais:

  • Agrupa itens que desempenham a mesma função

  • Organiza a base para permitir controles

  • Aumenta a clareza para todas as áreas

  • Reduz ambiguidades e duplicidades

  • Facilita o encontro de itens

  • Melhora análises gerenciais e relatórios

  • Permite aplicar processos de governança


Esses agrupamentos são fundamentais tanto para materiais, quanto para serviços, fornecedores e até clientes — mas aqui o foco é a área de materiais.


Por que taxonomia é essencial para a gestão de materiais?


Segundo os especialistas da CH | Astrein, a empresa pode até ter um ERP robusto, bons processos de compras e indicadores estruturados — mas sem uma taxonomia consistente, tudo isso opera em terreno instável.


A taxonomia serve como o “esqueleto” da base: sem ela, qualquer esforço para organizar cadastros corre o risco de colapsar.


Isso ocorre porque:

1. Ela sustenta processos operacionais

Compras, manutenção, estoque e financeiro dependem da classificação correta para interpretar dados, planejar compras, garantir disponibilidade de materiais e aplicar regras fiscais ou contábeis.


2. Ela orienta a busca e localização dos itens

  • Itens mal classificados geram retrabalho.

  • Itens duplicados aumentam custos.

  • Itens ocultos criam riscos operacionais.


3. Ela facilita análises gerenciais

Relatórios confiáveis dependem de agrupamentos coerentes. Sem isso, o analista começa a ver:

  • famílias duplicadas

  • itens incompletos

  • informações desalinhadas

  • indicadores distorcidos


4. Ela melhora decisões estratégicas

Do planejamento de compras ao orçamento anual, tudo passa pela clareza — ou pela confusão — da classificação.


5. Ela reduz custos

Uma taxonomia bem desenhada:

  • evita compras desnecessárias

  • reduz multiplicidade de itens iguais

  • facilita o uso de contratos e fornecedores homologados

  • melhora previsibilidade


A relação entre taxonomia e qualidade das descrições


Não adianta ter uma taxonomia bem estruturada se as descrições embaixo dela estiverem ruins.


Esse é o erro mais comum encontrado pela CH | Astrein em projetos de saneamento. Muitas empresas acreditam que reorganizar a taxonomia resolverá its problemas — mas ignoram que:

  • a descrição mal feita pode colocar o item no grupo errado

  • a descrição pode não permitir distinguir funcionalidades

  • a descrição pode limitar o uso gerencial da taxonomia


Não existe taxonomia perfeita com dados imperfeitos.

Portanto, o processo correto sempre envolve duas frentes simultâneas:


1. Ajustar a estrutura (taxonomia)

2. Saneamento profundo das descrições

Elas se complementam. Uma não vive sem a outra.


Quais taxonomias existem? E por que nenhuma é perfeita?


Todas as taxonomias de mercado são boas — mas nenhuma é perfeita.

Entre as mais conhecidas:

  • UNSPSC

  • eClass

  • Federal Supply Classification (base amplamente usada pela CH | Astrein)


Essas estruturas são amplas, completas e consolidadas. No entanto:

  • não cobrem todos os setores

  • não atendem itens muito específicos

  • possuem lacunas quando aplicadas a indústrias com OIM (Original Equipment Manufacturer)

  • têm níveis de granularidade que podem ser insuficientes ou exagerados dependendo do caso


Mesmo grandes empresas sempre precisam de customização.


O time da CH | Astrein reforçou que ao aplicar qualquer taxonomia padrão em um cliente, invariavelmente é necessário adaptar famílias e subfamílias para refletir a realidade operacional.


O maior desafio da taxonomia: os itens OEM (Overall Equipment Manufacturer)


Esse ponto foi amplamente discutido.


Os itens OEM são aqueles produzidos especificamente pelos fabricantes de equipamentos. Exemplos:

  • placas

  • módulos

  • cabeçotes

  • bicos de máquinas

  • componentes exclusivos de enchedoras

  • peças internas de equipamentos industriais complexos


O problema é que:

Esses itens não se encaixam bem em taxonomias tradicionais.

Uma “placa”, por exemplo, pode ser:

  • eletrônica

  • de madeira

  • de metal


A categorização depende do contexto.


Os taxonomistas da CH | Astrein explicam que, para OIM, nenhuma taxonomia é suficientemente granular — e se tentar “forçar”, a base explode em milhares de famílias irrelevantes.


Por isso o processo é sempre de minimização inteligente, não de solução absoluta.


Taxonomia única para toda a empresa: a armadilha mais comum


Muitas empresas tentam criar uma única taxonomia para atender a contabilidade, o fiscal, compras, manutenção e estoque — e isso simplesmente não funciona.


Por quê?

Porque:

  • cada área tem objetivos diferentes

  • cada área usa o item de forma diferente

  • o mesmo item pode ser interpretado com lógicas distintas

  • os ERPs geralmente têm apenas um campo para classificação


Isso gera:

  • conflitos entre áreas

  • duplicação de famílias

  • duplicidade de itens

  • relatórios inconsistentes

  • decisões equivocadas


Em uma grande empresa atendida pela CH | Astrein, o cenário era exatamente esse: áreas diferentes lutavam para impor suas visões sobre a taxonomia, o que resultou em caos absoluto.


A solução? Parcimônia e equilíbrio na customização.


Taxonomia brasileira x taxonomias de matrizes internacionais


Taxonomias importadas das matrizes estrangeiras, em geral, funcionam mal no Brasil.

Isso ocorre porque:

  • o Brasil é um dos países com maior maturidade na área de suprimentos

  • profissionais de compras brasileiros costumam operar com eficiência superior à média de EUA e Europa

  • as taxonomias vindas de fora não refletem os processos locais

  • nem sempre houve flexibilidade da matriz para compreender a realidade brasileira


Assim, empresas multinacionais instaladas no país frequentemente apresentam:

  • taxonomias rígidas

  • classificações desconexas

  • agrupamentos sem sentido

  • inadequação ao mercado nacional


Nesse cenário, a CH | Astrein busca orientar clientes sobre alternativas dentro das limitações do ERP, minorando os impactos dessa estrutura estrangeira.


Taxonomia nos cadastro de materiais na prática: princípios aplicados pela CH | Astrein


1. Todo item deve nascer dentro da taxonomia

A classificação não é etapa final, é inicial.


2. A mesma taxonomia é aplicada a todos os clientes CH | Astrein

Mesmo quando o cliente possui modelo próprio, a empresa classifica por ambos para garantir coerência.


3. Customização é inevitável — mas deve ser controlada

O objetivo é organizar processos, não inflar a estrutura desnecessariamente.


4. Itens precisam ser fáceis de encontrar

Esse é o critério mais importante.


5. Relatórios gerenciais devem refletir a realidade

Taxonomia ruim → indicadores falsos → decisões incorretas.


6. Descrições precisam estar completas

A melhor taxonomia do mundo não compensa descrições ruins.


Os erros mais comuns no uso de taxonomia nos cadastro de materiais


Com base apenas no debate, os erros mais recorrentes são:

1. Acreditar que taxonomia sozinha resolve tudo

Sem saneamento de dados, não resolve.


2. Usar uma taxonomia única para todas as áreas

Conflitos e duplicidades são inevitáveis.


3. Não considerar o desafio dos itens OIM

Eles exigem tratamento diferenciado.


4. Criar taxonomias extensas demais

Aumenta a confusão e dificulta manutenção.


5. Permitir que área personalize sua visão sem governança

Fragmenta completamente a gestão.


6. Copiar taxonomias internacionais sem adaptação

Modelo importado raramente funciona no Brasil.


7. Iniciar o projeto pela taxonomia e não pela estrutura de dados

Descrições ruins distorcem todo o modelo.


Como aplicar taxonomia nos cadastro de materiais de forma eficiente


Com base na metodologia implícita da CH | Astrein, o caminho correto envolve:


1. Diagnóstico inicial

Identificar:

  • qualidade das descrições

  • duplicidades

  • inconsistências

  • maturidade do ERP

  • desafios por área


2. Definição modelo-base

Selecionar a estrutura inicial:

  • UNSPSC

  • eClass

  • Federal Supply

  • Taxonomia interna do cliente

  • Taxonomia híbrida


3. Customização controlada

Adaptar:

  • famílias

  • subfamílias

  • categorias

  • exceções estratégicas

Sempre evitando inflar a estrutura.


4. Saneamento de descrições

Etapa crítica — sem ela, nada funciona.


5. Classificação dos itens

Aplicação item a item, respeitando hierarquia.


6. Revisão com áreas-chave

Evita conflitos e impede múltiplas taxonomias paralelas.


7. Implantação e governança contínua

O processo não para — é cíclico e permanente.


Taxonomia no ERP: limitações que ninguém fala, mas fazem toda diferença


ERPs geralmente têm apenas um campo para taxonomia.

O que significa:

  • é impossível ter múltiplas taxonomias paralelas (compras, fiscal, manutenção etc.)

  • qualquer conflito de visão entre áreas aparece no mesmo lugar

  • a empresa precisa decidir por um padrão unificado

  • alguns ERPs até têm campos adicionais, mas exigem conhecimento técnico para usar


A CH | Astrein conhece profundamente o comportamento dos principais ERPs utilizados no Brasil e orienta clientes sobre como extrair o melhor de cada sistema.


Taxonomia como ferramenta para encontrar itens rapidamente


Esse foi um dos pontos mais valorizados no debate.


A pergunta-chave é:

“O item pode ser encontrado com facilidade?”

Se a resposta for “não”, a taxonomia falhou.


Buscar um item deve ser simples, direto e previsível. O contrário gera:

  • compras duplicadas

  • aumento de estoque

  • desperdício financeiro

  • perda de produtividade


A importância do processo: taxonomia não é fim, é meio


Reforçamos algo fundamental:

Cadastro é processo. Taxonomia é apenas uma parte desse processo.


Sem governança:

  • a taxonomia deteriora

  • surgem exceções indevidas

  • áreas começam a criar caminhos paralelos

  • o ERP se desorganiza


Um projeto bem-sucedido não termina na implantação: depende de gestão contínua, indicadores, revisões e disciplina.


Case real: quando a disputa interna destrói a taxonomia

O time relatou o caso de uma das maiores empresas do Brasil:

  • a área financeira queria impor sua visão

  • a área de materiais queria outra

  • compras queria uma terceira

  • fornecedores eram classificados de forma inconsistente

  • a estrutura tinha duplicidade massiva

  • relatórios gerenciais eram inúteis


O resultado: uma taxonomia completamente fragmentada.

Após intervenção da CH | Astrein, o problema foi estabilizado com:

  • convergência entre áreas

  • revisão completa da estrutura

  • aplicação de critérios únicos

  • eliminação de duplicidades


O papel estratégico da CH | Astrein no desenho e manutenção da taxonomia

Ao longo de toda a discussão, ficou evidente o papel da empresa como referência na América Latina.


Os diferenciais evidentes são:

✔ Profundidade técnica

A equipe domina taxonomias globais, nacionais e híbridas.


✔ Experiência prática

Os exemplos e casos citados mostram atuação em clientes de grande porte, incluindo multinacionais e líderes setoriais.


✔ Visão equilibrada

Não existe “resposta pronta”: cada estrutura precisa ser funcional para a realidade do cliente.


✔ Método consolidado

A empresa opera com um processo bem definido, replicado e aperfeiçoado ao longo de décadas.


✔ Foco em governança

Taxonomia não é vista como um produto, mas como parte de um ecossistema de gestão de dados mestres.


✔ Diagnóstico gratuito

Um diferencial relevante mencionado ao final do webinar como porta de entrada.


Conclusão: Taxonomia nos cadastro de materiais é muito mais do que classificação — é precisão operacional


A mensagem final deixada pela CH | ASTREIN é clara:

  • Não existe taxonomia perfeita.

  • Não existe taxonomia que sobreviva com dados ruins.

  • Não existe gestão eficiente sem governança contínua.


A taxonomia cadastro de materiais é o núcleo que sustenta:

  • clareza

  • produtividade

  • redução de custos

  • eficiência operacional

  • tomada de decisão

  • confiabilidade de dados


E é justamente por isso que empresas que desejam elevar sua maturidade em gestão de materiais precisam estruturar, revisar e governar suas taxonomias com rigor e método.

A CH | Astrein atua exatamente nessa linha, apoiando equipes desde o diagnóstico até a implementação e manutenção contínua — garantindo que cada item esteja classificado corretamente, descrito de forma completa e pronto para uso.


Quer avaliar sua taxonomia e entender como evoluí-la?


A equipe da CH | Astrein oferece um diagnóstico gratuito para mapear:

  • maturidade da taxonomia

  • qualidade das descrições

  • impactos nas áreas internas

  • riscos operacionais

  • oportunidades de ganho


Basta seguir as instruções ao final deste conteúdo para agendar uma conversa com especialistas.


Dica bônus


Antes de pensar em trocar a taxonomia ou migrar para um padrão internacional, responda a esta pergunta:

Meus itens estão descritos corretamente?


Se a resposta for “não”, mexer na estrutura pode piorar ainda mais o cenário.

A ordem correta é:

  1. saneamento das descrições

  2. ajuste taxonômico

  3. governança contínua


FAQ — 5 perguntas que líderes industriais fazem após estudar o tema


1. É possível usar duas taxonomias ao mesmo tempo?

Não. A maioria dos ERPs só permite um campo de classificação. Por isso, é necessário um modelo único e bem governado.


2. Como lidar com itens que não se encaixam em nenhuma categoria?

Itens OIM sempre exigem customização. O papel da CH | Astrein é minimizar a complexidade sem inflar a base.


3. A taxonomia da matriz internacional pode ser usada no Brasil?

Pode — mas normalmente funciona mal. O mercado brasileiro tem processos mais maduros e exige adequação.


4. Por que minha empresa tem tantos itens duplicados?

Porque descrições ruins e taxonomia mal aplicada criam múltiplas versões do mesmo item. É o erro mais comum.


5. Quanto tempo leva para estabilizar uma taxonomia?

Depende do tamanho da base, mas o processo é contínuo. A estabilização inicial ocorre após o saneamento; a qualidade contínua depende de governança.

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