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Blockchain Procurement: ganhos reais em compras

Blockchain Procurement: ganhos reais em compras

Tempo de Leitura: 10 min.

A pressão por resultados em compras nunca foi tão grande. Reduzir custos, ampliar prazos de pagamento, garantir abastecimento e ainda lidar com estruturas enxutas é o cenário padrão de quem atua em suprimentos hoje. É nesse contexto que o modelo de Blockchain Procurement surge como um alavancador concreto de valor — especialmente quando combinado à base de dados mestres e à comunidade estruturada da CH | Astrein.

Mais do que um conceito, Blockchain Procurement já é uma prática em operação, com contratos ativos, categorias estruturadas, fornecedores homologados e resultados comprovados em grandes indústrias no Brasil. O ponto central é simples: unificar demanda de materiais indiretos a partir de um código comum (Golden Code), negociar em bloco e devolver para cada cliente ganhos individuais em preço, prazo e governança.

Ao longo deste artigo, você verá como essa abordagem se apoia na comunidade CH | Astrein, por que o foco em materiais indiretos é estratégico, quais categorias já estão sendo trabalhadas, quais resultados financeiros têm sido obtidos e como a dinâmica de negociação preserva a autonomia de cada empresa. Tudo isso em um modelo de success fee, em que o investimento é viabilizado a partir do próprio saving.

O objetivo é claro: mostrar como Blockchain Procurement pode se tornar uma alavanca estruturada para impacto em EBITDA, fluxo de caixa e produtividade da área de compras.


O que é Blockchain Procurement na prática?

No contexto da CH | Astrein, Blockchain Procurement é um modelo de negociação em comunidade que utiliza o Golden Code – o “CPF” de cada item – para unificar demandas de diferentes empresas em torno das mesmas referências de materiais indiretos.


A base do processo está naquilo que a CH | Astrein já faz há anos:

  • Saneamento de cadastros;

  • Padronização de descrições;

  • Governança de dados mestres;

  • Identificação única de itens dentro da plataforma Webformat.


Cada item recebe um Golden Code, que funciona como uma chave primária de conexão entre os diversos clientes da comunidade. Ainda que cada empresa tenha seu próprio código interno de ERP, existe sempre um “de-para” com esse identificador comum.


A partir desse Golden Code, a BCP (Blockchain Procurement) consegue:

  • Agrupar volumes de consumo de diferentes empresas para o mesmo SKU;

  • Enxergar a volumetria consolidada de materiais indiretos;

  • Estruturar negociações em larga escala com fornecedores;

  • Devolver condições comerciais diferenciadas para cada cliente, respeitando suas particularidades.


Não se trata de um clube de compras nem de cartel. Trata-se de usar um identificador comum de itens para transformar demandas fragmentadas em um volume negociável relevante — sem que as empresas deixem de ter contratos, condições e gestão totalmente individuais.


Por que o foco em materiais indiretos?


O Blockchain Procurement da CH | Astrein e da BCP tem foco em materiais indiretos, e isso não é por acaso.


Em materiais indiretos:

  • As especificações são mais padronizadas:

    • Um rolamento SKF é o mesmo para diversas empresas;

    • Cabos, disjuntores, EPIs, ferramentas seguem referências consolidadas de mercado.


  • É possível compartilhar demanda sem invadir aspectos estratégicos de matéria-prima, que são muito específicos de cada indústria.


Já em matéria-prima:

  • As especificações são mais internas e individualizadas;Cada indústria ajusta ligas, composições, características técnicas de acordo com seu processo produtivo;

  • Fica muito mais difícil – e muitas vezes inadequado – buscar ganho via unificação de demanda.


Ao concentrar esforços em materiais indiretos, o Blockchain Procurement atua exatamente na quadrante de itens alavancáveis da matriz Kraljic:

  • Alto impacto financeiro;

  • Alto potencial de negociação;

  • Perfil adequado para consolidação e contratos estruturados.


Na prática, são itens que consomem milhões de reais por ano, com alta dispersão de fornecedores, muitos códigos, muitas compras spot e enorme potencial de ganho quando tratados em bloco.


A comunidade CH | Astrein e o papel do Golden Code

A comunidade CH | Astrein hoje é formada por quase 300 clientes, considerando a fusão entre CH Master Data e Astrein Engenharia. São empresas líderes em seus segmentos, com operações distribuídas em todo o Brasil, grandes bases de materiais e desafios complexos em suprimentos.


Essa comunidade compartilha um ativo estratégico:

  • Um modelo comum de dados mestres,

  • Um padrão de descrição técnica,

  • E principalmente, o Golden Code como identificador único dos itens.


Esse Golden Code permite que:

  1. Cada cliente tenha seu cadastro interno, alinhado à sua realidade e ao seu ERP.

  2. A CH | Astrein tenha uma visão consolidada da comunidade, conectando códigos internos de cada empresa a um código único.

  3. A BCP use essa visão consolidada para unificar demanda por SKU, respeitando os limites de cada negócio.


Quando um novo fornecedor é cadastrado para um SKU, quando uma alternativa técnica é identificada ou quando um dado complementar é adicionado, essa informação é distribuída para toda a comunidade, dentro das regras de governança. O mesmo raciocínio vale para dados comerciais agregados, usados como base para as negociações em Blockchain Procurement.


O resultado é um ambiente em que:

  • As empresas se beneficiam do conhecimento acumulado da comunidade;

  • A BCP consegue construir uma visão robusta de volumes;

  • Os fornecedores enxergam uma demanda plana e relevante, com menor esforço comercial, maior previsibilidade e melhor planejamento de capacidade.


Como funciona o modelo de Blockchain Procurement

O funcionamento do Blockchain Procurement pode ser resumido em quatro grandes etapas, todas apoiadas pela experiência de compras da BCP e pela estrutura de dados da CH | Astrein.


1. Formação do baseline

Tudo começa com a construção de um baseline robusto. Nessa fase, a BCP:

  • Recebe os baselines de cada cliente por categoria;

  • Padroniza informações, limpa ruídos e garante comparabilidade;

  • Alinha o conceito de preço líquido (incluindo impostos, frete, condições comerciais) entre as empresas;

  • Válida com cada equipe de compras se os itens estão corretamente classificados, se os volumes fazem sentido e se os fornecedores atuais estão devidamente identificados.


É a etapa em que o conhecimento de dados mestres se encontra com o conhecimento de compras. Sem um baseline bem formado, qualquer negociação ficaria fragilizada.


2. Seleção de itens e categorias (curva ABC)

Normalmente, categorias como materiais elétricos podem ter 3.000 ou mais itens.


Para dar velocidade e impacto inicial, a BCP:

  • Aplica uma análise de curva ABC sobre o consumo;

  • Foca, na primeira onda, nos itens A (cerca de 10% dos itens, com maior impacto financeiro);

  • Conduz o BID com essa “camada crítica” de itens;

  • Na sequência, expande o contrato para itens B e C, incorporando o maior volume possível dentro das condições negociadas.


Dessa forma:

  • O cliente comprova rapidamente o ganho (dinheiro “que estava na mesa” entra em caixa);

  • A equipe de compras passa a ter um contrato estruturado cobrindo centenas ou milhares de itens;

  • O tempo da área é liberado para tratar contratos mais estratégicos de matéria-prima e serviços.


3. Negociação em bloco com fornecedores

Com o baseline consolidado e os itens definidos, a BCP:

  • Seleciona fornecedores relevantes de mercado em cada categoria;

  • Inclui fornecedores já parceiros da BCP;

  • Avalia, junto a cada cliente, fornecedores atuais que devem ou não participar do BID (por desempenho, qualidade de atendimento, SLA, pós-venda, entre outros);

  • Envia a cotação de forma consolidada, representando a demanda conjunta de 5, 6, 7 ou mais clientes.


Aqui, a volumetria ganha outra escala:

  • Em um BID de materiais elétricos, por exemplo, a BCP já negociou algo em torno de R$ 35 milhões em uma única rodada;

  • Em alguns projetos, o consolidado da categoria de um cliente pode ser de R$ 10 milhões ou R$ 20 milhões, o que ampliaria a cobrança teórica, mas é limitado pelo teto (cap) da BCP, como veremos adiante.


Além disso:

  • Os fornecedores passam a enxergar uma demanda mais estável ao longo de 12 meses, combinando oscilações de consumo entre empresas diferentes;

  • A negociação é feita a partir do menor preço interno encontrado na comunidade, e não apenas da realidade isolada de uma empresa.


4. Contratos individuais, condições sob medida

Embora o BID seja conduzido em bloco, a formalização é sempre individual:

  • Cada cliente fecha seu contrato diretamente com o fornecedor;

  • As condições comerciais finais (prazo de pagamento, frete CIF/FOB, detalhes específicos) são ajustadas à realidade de cada empresa;

  • A BCP não entra na operação de pedidos, faturamento ou recebimento – o dia a dia continua sendo entre comprador e fornecedor.


A BCP atua como:

  • Estruturadora e condutora da negociação;

  • Suporte na equalização de propostas;

  • Parceira na gestão pós-fechamento, ajudando a monitorar o atendimento e mediando eventuais ajustes.


Categorias já trabalhadas em Blockchain Procurement

Nos últimos dois anos, o Blockchain Procurement vem sendo aplicado de forma recorrente, com foco em quatro grandes famílias de materiais indiretos:

  • Rolamentos e mancais

  • Materiais elétricos (com diversas subcategorias, como fios e cabos, disjuntores, iluminação etc.)

  • EPIs, uniformes e calçados (podendo ser tratadas em conjunto ou separadamente, conforme a realidade de cada cliente)

  • Ferramentas manuais (de alicates e chaves de fenda a itens de usinagem e bits)


São categorias que, em muitos clientes, somam:

  • Milhares de códigos ativos;

  • Alto volume de compras spot;

  • Ampla pulverização entre fornecedores;

  • Grande esforço operacional para a área de compras.


Ao trazê-las para o modelo de Blockchain Procurement, a BCP e a CH | Astrein têm conseguido:

  • Estruturar contratos cobrindo 3.000, 5.000 ou até 7.000 itens por categoria;

  • Consolidar condições comerciais mais robustas, com prazos alongados e frete negociado (CIF);

  • Padronizar cadastros e descrições com o mesmo nível de qualidade de um projeto de saneamento formal.


Resultados concretos: savings, prazos e impacto financeiro

Os resultados obtidos até agora em Blockchain Procurement são consistentes, tanto em redução de preço quanto em melhoria de condições de pagamento.


Alguns intervalos praticados nos projetos já realizados:

  • Materiais elétricos:

    • Savings entre 22% e 30% sobre o menor preço interno de baseline.

  • Rolamentos e mancais:

    • Faixas de 20% a 30% de redução.

  • EPIs, uniformes e calçados:

    • Mercado mais maduro, mas ainda com ganhos na ordem de 13% a 17%.

  • Ferramentas manuais:

    • reduções entre 20% e 25%.


Somando os projetos conduzidos, a BCP já entregou mais de R$ 25 milhões em ganhos para empresas da comunidade da CH | Astrein, considerando apenas materiais indiretos.


Além do preço, há ganhos relevantes em:

  • Prazos de pagamento, com negociações que alcançaram até 120 dias sem perda de competitividade;

  • Frete CIF, com cobertura nacional, viabilizando atendimento em clientes com dezenas de plantas distribuídas pelo país;

  • Redução de compras spot, ao incorporar itens B e C aos contratos, reduzindo esforço operacional e erros entre pedido e faturamento.


O impacto final recai sobre três grandes indicadores:

  • EBITDA, pela redução direta de custo;

  • Fluxo de caixa, via prazos de pagamento mais longos;

  • Capital empregado, à medida que contratos mais robustos abrem espaço para trabalhar estoques, consignação e garantias de fornecimento.


Casos reais: Intercement, Valgroup, Ancor e outros

Diversas empresas já participaram de BIDs em Blockchain Procurement, entre elas:

  • Intercement;

  • Suzano;

  • Medley/Medias Branco;

  • Danone;

  • Valgroup;

  • Ancor;

  • Entre outras grandes indústrias dos mais variados setores.


Dois exemplos se destacam:

Intercement

  • Empresa com 15 fábricas distribuídas pelo Brasil, exigindo fornecedores com ampla cobertura geográfica.

  • Projeto focado em materiais indiretos, com baseline consolidado em múltiplas plantas.

  • Fases bem definidas:

  • Formação de baseline;

  • Negociação com fornecedores;

  • Implementação de contratos e ampliação para itens B e C.

  • Resultado:

    • Redução de preços dentro da faixa esperada (acima de 20%);

    • Prazos de pagamento estendidos para até 120 dias;

    • Forte impacto no fluxo de caixa e EBITDA.


Valgroup (embalagens plásticas)

  • Grupo com 41 plantas produtivas no Brasil, atendendo grandes players de bebidas.

  • Projeto envolvendo categorias como rolamentos, EPIs e materiais elétricos.

  • Negociação trabalhando prazos de 90 e 120 dias, com frete CIF.

  • Savings de 18% a 20% em categorias-chave, com opção estratégica do cliente de balancear prazo x preço.


Um ponto importante desses casos é a comprovação de que mesmo empresas concorrentes em seus mercados – como Valgroup e Ancor, ambas de embalagens plásticas – conseguem atuar em conjunto em materiais indiretos sem comprometer sua competitividade em matéria-prima.


O foco é puramente ganho de eficiência, não há troca de informações sensíveis sobre o core business.


Como Blockchain Procurement convive com a área de compras interna

Uma dúvida comum de gestores e compradores seniores é:

“Se já temos uma área de compras madura, com strategic sourcing, matriz Kraljic e políticas de negociação, por que o Blockchain Procurement consegue ganhos adicionais?”


A resposta não está na competência dos compradores internos, mas na escala de demanda que o modelo permite criar:

  • Individualmente, um comprador já movimenta milhões de reais em determinada categoria;

  • No Blockchain Procurement, a volumetria passa a ser de dezenas de milhões, somando múltiplos clientes;

  • Os fornecedores passam a enxergar um “big deal”, e não apenas mais um contrato relevante.


Além disso:

  • A negociação parte do menor preço interno já praticado entre os clientes participantes, e não de uma realidade isolada;

  • A BCP traz uma estrutura própria de plataforma para equalizar milhares de itens e múltiplos fornecedores em um processo comparável e transparente.


Outro efeito prático importante:

  • Ao deslocar a negociação de materiais indiretos para o modelo em bloco, o comprador interno ganha tempo para focar em:

    • Contratos de matéria-prima;

    • Serviços críticos;

    • Projetos de inovação e parcerias estratégicas;

    • Iniciativas estruturantes de supply chain.


O resultado é uma combinação de mais ganho financeiro e maior foco estratégico para a área de compras.


E se a empresa ainda não fizer parte da comunidade CH | Astrein?

O modelo de Blockchain Procurement também resolve um problema recorrente: a dificuldade de aprovar CAPEX específico para projetos de saneamento de cadastro.


Em muitos casos:

  • O ciclo de venda de um projeto de saneamento completo é de 1 a 2 anos;

  • O orçamento de CAPEX é apertado ou disputado com outras prioridades;

  • O tema cadastro fica em “lista de espera”, mesmo sendo crítico para automação e governança.


No projeto de Blockchain Procurement, acontece o seguinte:

  • A empresa contrata um serviço de negociação coletiva (OPEX);

  • Os itens envolvidos no BID recebem o mesmo tratamento de saneamento e padronização aplicados em um projeto formal;

  • Esses itens são conectados ao Golden Code, passando a integrar a comunidade CH | Astrein;

  • Isso é feito sem depender de um CAPEX dedicado ao cadastro.


Na prática, a porta de entrada pode ser:

  • Participar de um BID de rolamentos, EPIs ou materiais elétricos;

  • Ter os itens tratados e conectados ao Golden Code dentro do próprio serviço da BCP;

  • A partir daí, amadurecer internamente a decisão de expandir o escopo de saneamento para todo o cadastro.


Modelo de remuneração: success fee com teto

Um dos pontos fortes do Blockchain Procurement é o modelo de remuneração baseado em success fee:

  • Não há custo de entrada.

  • Se não houver ganho, não há cobrança.

  • A BCP é remunerada apenas sobre o saving efetivo alcançado na categoria.


A lógica funciona assim:

  • Se o ganho for até 1,99%, não há cobrança de fee.

  • De 2% a 9,99% de ganho, a BCP cobra 2% sobre o total anual da categoria.

  • De 10% a 14,99%, a cobrança é de 4%.

  • Acima de 15%, a cobrança é de 4,5%.


Exemplo simplificado:

  • Uma empresa compra R$ 3 milhões em rolamentos por ano;

  • O projeto entrega 20% de saving;

  • Teoricamente, a cobrança seria 4,5% sobre os R$ 3 milhões.


No entanto, o modelo inclui um teto (cap):

  • Independentemente do tamanho da categoria, a BCP não ultrapassa R$ 190.000,00 de remuneração por projeto;

  • Já houve casos em que a categoria somava R$ 20 milhões e o saving passou de 20%, o que teoricamente geraria quase R$ 900 mil de fee;

  • Ainda assim, foi aplicado o cap de R$ 190 mil.


Esse modelo garante:

  • Relação ganha-ganha: o cliente retém a maior parte do benefício;

  • Previsibilidade de custo para categorias muito volumosas;

  • Alinhamento total entre o interesse da BCP e o interesse do cliente em maximizar o resultado do Blockchain Procurement.


Como começar com Blockchain Procurement


Para quem já é cliente da CH | Astrein e faz parte da comunidade:

  1. Os itens já estão conectados ao Golden Code.

  2. A adesão pode ser imediata, começando com uma categoria piloto.

  3. É possível, inclusive, simular com a BCP como ficariam os preços atuais se a empresa aderisse aos contratos já existentes.


Para quem ainda não faz parte da comunidade:

  1. É possível iniciar por uma categoria específica (ex.: rolamentos, EPIs, materiais elétricos).

  2. Durante o projeto, os itens são saneados e conectados ao Golden Code, com o mesmo padrão de qualidade dos projetos de cadastro.

  3. A contratação é feita como OPEX, dentro do serviço de Blockchain Procurement, sem depender de CAPEX prévio de saneamento.


Em ambos os casos, uma boa estratégia é:

  • Começar com uma categoria piloto;

  • Comprovar o saving em um ciclo completo;

  • Envolver, a partir dos números reais, a diretoria de suprimentos e o CFO;

  • Ampliar o escopo para novas categorias e ondas de negociação.


Conclusão: quando dados mestres encontram Blockchain Procurement

O modelo de Blockchain Procurement da CH | Astrein e da BCP mostra, na prática, o que acontece quando duas competências se encontram:

  • De um lado, gestão de dados mestres, Golden Code, comunidade estruturada e governança de cadastros;

  • De outro, expertise profunda em compras, plataforma de BID e metodologia de unificação de demanda.


O resultado é um modelo em que:

  • Empresas de setores distintos podem compartilhar ganho em materiais indiretos;

  • Compradores internos preservam sua autonomia e ampliam seu foco estratégico;

  • Fornecedores passam a negociar com uma demanda consolidada, mais previsível e atrativa;

  • A remuneração do projeto é viabilizada a partir do próprio saving, com teto e transparência.


Para empresas que já operam com margens pressionadas, inflação de custos e necessidade constante de liberar caixa, iniciativas assim deixam de ser “projetos paralelos” e passam a integrar a agenda central de competitividade.


Em um cenário em que cada decisão em suprimentos conta, Blockchain Procurement deixa de ser apenas um termo e se consolida como um caminho concreto para transformar dados, comunidade e escala em resultados consistentes para compras e finanças.


Bônus: como extrair mais valor do Blockchain Procurement

Uma forma de potencializar o valor do Blockchain Procurement é tratar o projeto não apenas como uma negociação pontual, mas como um programa contínuo de melhoria em materiais indiretos.


Três movimentos ajudam a amplificar o impacto:

  • Rodadas periódicas de BID: revisar contratos em ciclos regulares, incorporando novos itens e fornecedores.

  • Integração com indicadores internos: conectar savings e prazos de pagamento a metas de EBITDA, fluxo de caixa e capital empregado.

  • Alinhamento com governança de dados: garantir que todo item negociado volte ao cadastro com padrão e qualidade, reforçando a base de dados mestres.

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