
Unidades de Medida: O Guia Definitivo para Estruturar, Padronizar e Governar Materiais com Precisão
Tempo de Leitura: 9 min.
As unidades de medida representam um dos elementos mais sensíveis — e, paradoxalmente, mais negligenciados — dentro dos cadastros de materiais e serviços das empresas industriais. Embora ocupem apenas um campo dentro do ERP, sua influência permeia toda a operação: compras, estoque, planejamento, negociação, precificação e automação de processos.
Quando mal definidas, as unidades de medida se tornam um dos principais fatores de distorção nos dados, gerando rupturas silenciosas, custos invisíveis e decisões equivocadas. Quando bem estruturadas, tornam-se um pilar sólido da governança de materiais e um acelerador natural de eficiência.
Este artigo explora, em profundidade, o que são as unidades de medida, por que exercem papel central na gestão de dados mestres e como a CH | Astrein estrutura, corrige e governa esse componente para garantir confiabilidade operacional em toda a cadeia de suprimentos.
O que são Unidades de Medida?
As unidades de medida são a forma padronizada de expressar quantidades de materiais — como quilo (kg), metro (m), litro (L), unidade (un), entre outras.
Em teoria, é um campo simples dentro do ERP. Na prática, é um dos elementos que mais gera divergências, retrabalho e inconsistências, especialmente em empresas com bases legadas extensas ou processos de cadastro descentralizados.
E por que isso acontece?
Porque o mercado oferece materiais em diferentes apresentações, embalagens e formatos, enquanto as empresas criam seus próprios padrões internos — muitas vezes desconectados da lógica do fornecedor.
Esse desalinhamento cria um ambiente perfeito para erros e distorções, como veremos adiante.
Por que as Unidades de Medida são Fundamentais para quem atua em Compras, Suprimentos e MDM (Gestão de Dados Mestres)
As unidades de medida afetam diretamente:
1. Compras e negociação
Influenciam a comparação entre fornecedores.
Alteram o preço unitário e o histórico de consumo.
Impactam diretamente relatórios gerenciais usados para tomada de decisão.
Quando uma empresa compra “1 litro” e registra como “1 frasco”, ela perde referência histórica e prejudica negociações futuras.
2. Estoque e planejamento
Quantidades infladas ou subestimadas geram ruptura ou superestocagem.
Divergências afetam inventário, registros fiscais e controle interno.
Um erro de unidade de medida pode transformar uma compra planejada em um rompimento operacional.
3. Saneamento e governança de dados mestres
Unidades inconsistentes impedem automações.
Distorcem indicadores das áreas de suprimentos e manutenção.
Travem o uso pleno do ERP e de ferramentas analíticas.
Em bases legadas, a impossibilidade de alterar unidades de medida retroativamente impõe um desafio adicional: é preciso corrigir o cadastro, redefinir processos e orientar o cliente sobre como lidar com itens antigos.
4. Automação e eficiência digital
Processos RPA, workflows de aprovação e integrações dependem de padrões claros. Quando as unidades de medida estão incorretas ou incoerentes:
algoritmos não conseguem comparar volumes,
pedidos são gerados com quantidades absurdas,
e fluxos inteiros deixam de ser automatizáveis.
É o tipo de detalhe que derruba um projeto inteiro de transformação digital.
O Problema Real: Quando Embalagem Vira Unidade de Medida
Um dos erros mais frequentes identificados em projetos da CH | Astrein é a confusão entre embalagem e unidade de medida.
É comum encontrar cadastros onde:
“caixa”,
“frasco”,
“lata”,
“pacote”
foram registradas como unidades de medida.
Isso cria distorções significativas porque a embalagem não é a unidade de medida — ela deve estar descrita na descrição do item, não no campo da unidade.
Por exemplo:
A empresa compra óleo lubrificante, que pode ser adquirido:
em tambor de 200 L,
em galão de 5 L,
em lata de 1 L,
em frasco de 1 L.
O material é o mesmo, mas a apresentação muda. A embalagem altera:
o preço unitário,
o código do item (SKU),
o cálculo de consumo,
a histórica de compra.
A solução estruturada pela CH | Astrein é clara:
“Cada apresentação deve gerar um código diferente, e a unidade de medida deve representar a grandeza real (litro, quilo, metro, unidade).”
Assim, a empresa preserva precisão contábil e operacional, evita distorções em relatórios e permite comparações corretas entre fornecedores e períodos.
Erros Comuns que Geram Prejuízos Milionários
Durante décadas de projetos, a CH | Astrein coletou casos reais que ilustram como uma unidade de medida incorreta desencadeia consequências sérias.
Erro 1 — O exemplo clássico: 500 parafusos… que viraram 500 quilos
Um requisitante pediu 500 parafusos. O material, porém, era comercializado por quilo, e o cadastro estava incorreto.
Resultado: Chegaram 500 kg de parafuso no almoxarifado.
O erro atravessou:
requisição,
aprovação,
compra,
recebimento,
…sem ninguém perceber. Isso ocorre porque a unidade de medida distorce a lógica do ERP, mas não gera alerta automático.
Erro 2 — A montanha de papel higiênico
Um cliente requisitou “pacotes” de papel higiênico.
Mas havia dois tipos de pacotes:
12 rolos,
64 rolos.
Ambos cadastrados como “pacote”, sem distinção na descrição.
O resultado foi uma compra massivamente maior do que a necessidade real — a empresa fechou quase uma quadra de almoxarifado apenas com papel higiênico.
O item será consumido? Sim. Mas foi um desperdício? Também.
E tudo isso porque embalagem e unidade de medida estavam misturados.
Como a CH | Astrein Corrige e Estrutura Unidades de Medida com Precisão
Nos projetos da CH | Astrein, o tratamento das unidades de medida possui um capítulo exclusivo, pois ele define a confiabilidade de toda a base de materiais.
A abordagem segue três pilares:
1. Saneamento estruturado da base existente
Como ERPs não permitem alteração retroativa da unidade de medida, é necessário:
identificar itens que podem permanecer como estão,
identificar itens que precisam ser substituídos,
criar novos códigos quando necessário.
A CH | Astrein orienta o cliente sobre quais itens devem ser bloqueados e recriados com um novo padrão.
Essa etapa elimina erros estruturais acumulados ao longo de anos.
2. Governança e criação de novos itens (ongoing)
Após o saneamento, inicia-se o desenho de governança:
definição de padrões,
validações automáticas,
regras de apresentação,
alinhamento com fornecedores,
integração com tabelas de conversão interna do ERP.
A partir desse ponto, todos os novos itens já nascem corretos, prevenindo inconsistências futuras.
3. Uso rigoroso do PDM (Padrão Descritivo de Materiais)
Os PDMs garantem que:
materiais semelhantes usem a mesma unidade de medida,
exceções sejam aplicadas apenas quando justificáveis,
descrições incluam apresentação apenas quando esta altera o SKU,
tubos, chapas, perfis e matérias-primas possam alternar entre fornecedores que vendem em kg ou metro, com critérios formalizados.
Isso cria uma base consistente, padronizada e preparada para automação.
Flexibilização Estruturada: Quando Unidades Diferentes Podem Conviver na Mesma Família
Nem sempre uma família de materiais exige unidade de medida única.
Exemplos da própria transcrição:
chapas de aço podem ser compradas em metro quadrado ou quilo;
tubos podem ser fornecidos em metro ou quilo.
A flexibilidade existe, mas é sempre intencional e sempre documentada.
A CH | Astrein estabelece regras para que:
o ERP compreenda a conversão,
as comparações entre fornecedores continuem possíveis,
e as análises de consumo não sejam prejudicadas.
Sem essa estrutura, qualquer conversão interna cria ruído e impede automação.
Por que Unidades de Medida Mal Definidas Travem Automação?
No 4º Fórum de Inteligência em Processos de Compras, um ponto ficou evidente:
Automatizar é impossível quando as unidades de medida não seguem padrão.
Processos digitais dependem de consistência.
Se um item é “1 frasco” e outro “1 L”, como o sistema irá:
comparar preços?
consolidar compras?
calcular consumo?
alimentar o planejamento?
gerar relatórios?
O ERP passa a exigir intervenção manual — o que destrói o objetivo da automação.
Erros em Unidades de Medida Não São Operacionais — São Estratégicos
O que a transcrição revela, de forma contundente, é que unidades de medida:
afetam negociações de milhões,
alteram KPIs da diretoria,
distorcem análises,
criam compras equivocadas,
ampliam custo de estoque,
impedem automação,
geram retrabalho em diversos departamentos.
Por isso, a solução nunca é apenas “corrigir um campo”. É repensar processo, governança, papel das áreas e padrões corporativos.
É uma decisão de liderança, não de operação.
Como Aplicar as Melhores Práticas de Unidades de Medida na Sua Empresa
A experiência prática da CH | Astrein mostra um conjunto claro de boas práticas:
1. Nunca use embalagem como unidade de medida
Caixa, pacote, frasco, lata, galão — tudo isso deve estar na descrição, não na unidade.
2. Crie códigos diferentes para apresentações diferentes
Se muda o volume ou embalagem, muda o SKU.
3. Padronize unidades por família (PDM)
Materiais equivalentes devem usar a mesma unidade — com exceções claramente documentadas.
4. Em bases legadas, recrie o item quando necessário
Forçar manutenção da unidade errada perpetua distorções.
5. Estabeleça regras de conversão antes de integrar com o ERP
Isso evita inconsistências internas e facilita automações.
6. Estruture governança antes de cadastrar novos itens
Nunca espere o problema surgir para definir o padrão.
7. Eduque requisitantes e compradores
A maior parte dos erros surge na origem: requisição e cadastro.
Sem treinamento, qualquer padrão falha.
Os Desafios Mais Comuns ao Tratar Unidades de Medida
Resistência interna à mudança.
Bases legadas com milhares de itens impossíveis de alterar.
Falta de documentação clara.
Divergências entre unidades internas e unidades de fornecedores.
ERPs com tabelas de conversão mal configuradas.
Requisitantes que não compreendem impacto financeiro.
Compradores que analisam preços sem considerar a apresentação.
Esses desafios não se resolvem isoladamente. Exigem uma abordagem combinada entre tecnologia, processo e mudança cultural.
Como a CH | Astrein Apoia Empresas na Normalização de Unidades de Medida
A CH | Astrein é pioneira mundial em tecnologias e metodologias para saneamento e governança de dados mestres. Sua abordagem para unidades de medida é reconhecida no mercado pela precisão e pela capacidade de reorganizar completamente as bases de materiais — mesmo em cenários críticos.
A empresa apoia seus clientes em:
análise detalhada do legado,
correção e recreação de itens críticos,
padronização por família,
definição de regras de apresentação,
alinhamento com fornecedores,
implantação de governança ongoing,
capacitação de equipes internas,
monitoramento contínuo da qualidade do cadastro.
O resultado é uma base confiável, capaz de sustentar automações, análises estratégicas e tomadas de decisão robustas.
Conclusão: Unidades de Medida São a Base Invisível da Eficiência
Embora pareçam apenas um campo dentro do ERP, as unidades de medida sustentam toda a lógica operacional de compras, estoque, planejamento, análises e automação.
Quando negligenciadas, geram desperdício, compras equivocadas e dados inconsistentes. Quando estruturadas, viabilizam governança, reduzem custos e elevam a maturidade digital da organização.
Toda empresa que deseja crescer de forma sustentável precisa olhar para unidades de medida com o mesmo rigor que dedica a contratos, negociações e tecnologia.
E esse processo exige método, profundidade e experiência prática — que a CH | Astrein domina há décadas.
Quer saber como melhorar suas unidades de medida?
A CH | Astrein pode estimar com precisão o impacto operacional e financeiro da normalização das unidades de medida na sua empresa. Entre em contato e descubra como fortalecer sua eficiência de compras, estoque e governança de dados mestres.
Dica Final
Toda automação começa com uma boa unidade de medida. Se a base não é confiável, nenhum projeto digital se sustenta.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre Unidades de Medida
1. Por que unidades de medida impactam tanto a área de compras?
Porque alteram o preço unitário, o histórico de consumo e a capacidade de comparar fornecedores. Sem padronização, decisões estratégicas são prejudicadas.
2. Posso alterar a unidade de medida de um item já cadastrado no ERP?
Geralmente não. Em muitos ERPs, alterar retroativamente gera distorções graves. O recomendado é bloquear o item e criar um novo.
3. Embalagem pode ser unidade de medida?
Não. Embalagem deve estar na descrição. A unidade deve representar a grandeza real.
4. Como saber se preciso recriar um item?
Quando a unidade atual distorce cálculo, preço, histórico, estoque ou automações. A análise é feita no saneamento.
5. Todas as famílias precisam ter a mesma unidade?
A maior parte sim, mas algumas famílias — como chapas e tubos — permitem múltiplas unidades, desde que documentadas e governadas.


