
Diego Messeri: do projeto global ao coração da operação CH
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Diego Messeri não estava procurando emprego quando surgiu a oportunidade de entrar na CH.
Tinha uma carreira construída em grandes multinacionais, estava bem posicionado e o próximo passo natural seria continuar naquele universo. Mas uma conversa mudou os planos. E uma decisão que parecia improvável se tornou, dez anos depois, uma das melhores apostas da sua vida profissional.
Hoje Diego é Diretor de Produção e sócio da CH Master Data Astrein. A área que ele comanda é o coração do negócio: a responsável por entregar qualidade, por estar diretamente junto aos clientes e por garantir que tudo aquilo que a CH promete seja efetivamente entregue. Uma responsabilidade gigantesca, como ele mesmo define. E que ele carrega com a tranquilidade de quem sabe que o trabalho está sendo feito certo.
Uma aposta fora da zona de conforto
Diego vinha de um mundo diferente do que encontrou na CH. Multinacionais grandes, estruturas robustas, processos bem definidos. A segurança de quem trabalha numa empresa onde tudo já existe antes de você chegar.
A oportunidade que surgiu era para gerenciar um projeto global da Ambev, um projeto que englobaria Canadá, Estados Unidos, Europa e mais, com um ponto focal na Índia. Além das boas práticas de gestão de projetos, o desafio exigia inglês. Diego fez a entrevista sem estar especialmente em busca de mudança. Ouviu. Achou interessante. Aceitou.
Mas foi uma aposta consciente, e ele sabia disso.
Sair de grandes empresas para uma empresa de médio porte significava abrir mão de certas estruturas. Ao mesmo tempo, significava ganhar o que as grandes empresas raramente oferecem: proximidade real com o CEO, com a diretoria, com as decisões. Contato direto com as pessoas que constroem a empresa. Diego reconheceu o valor disso e foi.
Em 2016, chegou à CH no Rio de Janeiro como primeiro gerente de projetos internacionais da empresa.
O primeiro dia e o indiano do outro lado da linha
O primeiro dia dentro da CH ficou guardado na memória de Diego com uma nitidez que o tempo não apagou.
Ele e Tadeu estavam na sala de reuniões. No centro da mesa, aquela estrela de conferência, o aparelho de som que toda reunião da época dependia e que produzia um áudio que deixava muito a desejar. Do outro lado da linha, um indiano falando inglês com sotaque carregado, tratando de um assunto que Diego nunca havia encontrado antes: cadastro de materiais.
Diego ficou ali, tentando acompanhar a conversa, processando o sotaque, o vocabulário técnico, os conceitos que não faziam parte de nenhum projeto anterior da sua carreira. E por dentro, uma sensação incômoda: a de ter saído demais da sua zona de conforto.
Mas Tadeu estava presente. E essa presença fez toda a diferença.
Desde o início, Tadeu se preocupou em passar os conceitos, em estar junto, em nunca jogar Diego sozinho dentro dos desafios. O aprendizado veio gradual, consistente. Demorou cerca de seis meses para Diego finalmente entender de ponta a ponta o que a CH fazia e por que aquilo importava tanto.
Há uma brincadeira que ele conta com bom humor: quando a esposa tenta explicar o trabalho dele para alguém, ela diz que ele “cadastra parafuso”. Parece mundano. Não tem nada de mundano. A complexidade do que a CH faz é difícil de transmitir para quem está de fora, mas impossível de ignorar para quem está dentro.
Quando o projeto acabou e Diego foi explorar
O projeto global da Ambev teve início, meio e fim. Quando terminou, Diego se viu num momento de transição. O projeto que havia justificado sua contratação havia se encerrado e os próximos projetos internacionais ainda estavam se desenhando.
Em vez de ficar esperando, Diego foi explorar.
Passou a sentar com o time de TI, a entender como os sistemas funcionavam por dentro, a aprender sobre as estruturas que sustentavam a operação da CH. Foi nesse período que conheceu as pessoas que o acompanham até hoje: Carlos José, Fabrizio Benites, Rodolfo Assumpção. Profissionais que ele descreve com orgulho genuíno, que lhe ensinaram muito da parte técnica e que seguem como pilares da equipe de produção.
Essa curiosidade de ir além do que era esperado, de entender o que não estava no escopo imediato do seu trabalho, foi notada.
A armadilha que não era armadilha
Certo dia, Tadeu chamou Diego na sala.
A conversa começou com uma frase incomum: fica tranquilo, porque não é uma armadilha.
Diego ficou olhando para ele. Se é preciso dizer que não é uma armadilha, alguma coisa séria está prestes a ser dita.
Era para se tornar gerente de produção.
A brincadeira da armadilha dizia muito sobre o que aquele cargo representava. Gerente de produção na CH não era um cargo periférico. Era a posição central do core business da empresa, a área responsável por entregar qualidade e por estar diretamente junto aos clientes em cada projeto. Uma responsabilidade que poucos teriam condições de abraçar sem um período sólido de aprendizado.
Diego tinha esse aprendizado. Tinha entendido os sistemas. Tinha conhecimento dos clientes. Tinha construído relações com o time técnico. Estava pronto, mesmo que a dimensão do desafio fosse grande.
Aceitou. E foi muito abraçado pela equipe, que lhe deu todo o suporte necessário para crescer dentro da função.
Nove anos construindo a área de produção
Durante os anos seguintes, Diego foi moldando a gerência de produção junto com o time. Melhorando processos, aprimorando o atendimento, entendendo as peculiaridades de cada cliente.
Esse último ponto é um valor que Diego carrega com convicção: nenhum cliente é tratado de forma padrão na CH. Cada empresa tem sua realidade, seus processos internos, suas urgências e suas particularidades. O atendimento que a CH oferece leva isso em conta. Cada cliente é compreendido na sua individualidade e tratado da forma mais justa e correta para aquela situação específica.
Nesse período, a equipe também cresceu e se estruturou. O Guilherme Miranda chegou como gerente regional, responsável pela unidade de Juiz de Fora. O Rodolfo Assumpção, que era supervisor de saneamento, foi evoluindo para coordenador e depois para gerente de saneamento. A CH tem uma cultura forte de aproveitar as pessoas internamente, de criar caminhos de crescimento para quem está dentro. Diego é um exemplo disso. Rodolfo é outro. Guilherme também.
Com o tempo e a consolidação da área, Diego foi promovido a Diretor de Produção. E junto com a diretoria, veio a sociedade. Em 2022, tornou-se sócio da CH.
A reunião com o francês e a transparência que salva clientes
Ao longo de quase uma década gerenciando a área de produção, Diego acumulou histórias que cabem num livro. Projetos complexos, situações difíceis, momentos de pressão que testam qualquer profissional.
Uma delas ficou especialmente marcada.
Recém assumida a gerência de produção, Diego viajou para uma reunião com um cliente junto do Elias, gerente de TI da CH. Era sobre a implantação do sistema. O gestor do lado de lá era francês, com sotaque carregado e uma postura muito resistente desde o início.
A reunião foi difícil do começo ao fim. O gestor questionava o valor do que estava sendo oferecido, fazia colocações agressivas, colocava em dúvida a relevância da solução. Diego estava em campo, recém na função, tendo que trazer os argumentos certos no calor da hora, num idioma que não era o seu, para um interlocutor que claramente não queria estar convencido.
Foi uma das reuniões mais difíceis da sua carreira profissional.
Hoje, com a experiência acumulada, Diego consegue identificar as técnicas que estavam sendo usadas do outro lado da mesa. Na época, foi pura consistência e presença. O cliente continua com a CH até hoje.
Essa história diz muito sobre um valor que Diego destaca como diferencial da empresa: a transparência. Na CH, o cliente sempre sabe o que está acontecendo. Não existe promessa que não pode ser cumprida. Não existe resultado maquiado para parecer melhor do que é. Quando algo não está no caminho certo, o cliente é o primeiro a saber. Essa honestidade cria um tipo de confiança que sobrevive às reuniões difíceis.
IA com responsabilidade: o próximo grande desafio
Quando o boom de inteligência artificial chegou, Diego não ficou apenas observando. Foi estudar.
Fez mestrado na Fundação Getulio Vargas em gestão empresarial, com dissertação focada na aplicação de inteligência artificial para ganhos de produtividade. Não por moda. Por necessidade real de entender o que aquela tecnologia significava para o tipo de trabalho que a CH faz e como integrá-la de forma responsável.
E a resposta não é simples.
Há muito hype em torno da IA, uma tendência de tratar o assunto com uma leveza que não reflete a complexidade real. A narrativa de que basta colocar um prompt e a inteligência artificial resolve o problema não se aplica ao tipo de trabalho que a CH realiza. Cadastro de materiais industriais é crítico. Um erro tem consequências reais: uma compra errada, uma parada de produção, um estoque inchado. Não há margem para alucinação.
O que Diego está construindo dentro da diretoria é uma integração cuidadosa: usar a IA nas partes mais operacionais e repetitivas do processo, ganhar produtividade nessas etapas, mas garantir que tudo passa pelos especialistas. O resultado final continua sendo validado e certificado por humanos. Sempre.
Porque o grande ativo da CH não é o sistema. É a pessoa que opera o sistema com o conhecimento que acumulou ao longo de anos. A IA acelera. O especialista garante.
Qualidade acima de tudo, pessoas acima de tudo
Quando Diego fala sobre o DNA da CH, dois temas se repetem com consistência: qualidade e pessoas.
Um dos primeiros ensinamentos que Tadeu lhe passou, ainda nos dias do projeto global da Ambev, foi o compromisso com a qualidade. Não produtividade em detrimento da qualidade. Qualidade como o fator que garante o nome da empresa no mercado, que sustenta a confiança dos clientes, que justifica cada renovação de contrato ao longo de décadas.
Para garantir qualidade, é preciso cuidar das pessoas que a entregam. A CH investe na capacitação, cria caminhos de crescimento interno, constrói equipes que se desenvolvem junto com a empresa. Diego é o resultado desse modelo. E faz questão de perpetuá-lo.
A pergunta se dá para colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, gerenciando uma área tão crítica, Diego responde sem hesitar. Sem leões para matar, ele estaria triste. Os desafios fazem parte do trabalho. Mas o que permite dormir bem é a confiança no time e nos processos. Saber que o que foi prometido está sendo entregue. Saber que os clientes estão recebendo o que merecem.
Não é produtividade. Não é volume. É fazer o bem e o correto para cada cliente, todos os dias.
Dez anos, uma empresa, uma construção contínua
Diego chegou à CH com uma aposta. Saiu da segurança das grandes multinacionais para trabalhar numa empresa onde tudo seria mais próximo, mais direto, mais real. Onde a decisão não passaria por dez camadas antes de chegar a quem precisa implementá-la.
O que ele encontrou foi exatamente isso. E muito mais.
Encontrou um fundador que nunca o jogou sozinho num desafio. Uma equipe técnica que ensinou sem guardar conhecimento. Clientes que testaram sua capacidade e ficaram. Uma área que ele ajudou a construir do nada e que hoje sustenta o core da maior empresa de Gestão de Dados Mestres da América Latina.
A fusão com a Astrein trouxe mais escala, mais musculatura, mais possibilidades. E o caminho que se abre pela frente combina o que a CH sempre soube fazer com as tecnologias que estão transformando o setor.
Diego olha para esse caminho com a mesma postura com que aceitou o desafio dez anos atrás. Com seriedade. Com presença. E com a tranquilidade de quem sabe que está fazendo o trabalho certo.


